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Luís Chaves, coordinador de la Red Portuguesa de Grupos de Acción Local Minha Terra: «LEADER: la caja de herramientas para las zonas rurales»

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LEADER

19 de agosto de 2025 Fuente: REDR

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Hoy, después de más de 30 años, en muchos Estados miembros de la Unión Europea, aceptar que comunidades y territorios más o menos periféricos, organizados en partenariados con una fuerte participación de la sociedad civil, tengan voz y un papel activo en la implementación de una política pública, todavía se percibe con gran recelo o incluso como una amenaza.

🖊️ Artículo de opinión de Luís Chaves, coordinador de Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local [Versão portuguesa mais abaixo].

Durante los últimos 30 años, en toda la Unión Europea (y más allá de sus fronteras), han surgido una gran diversidad de iniciativas para la valorización y el desarrollo sostenible de las zonas rurales con algunos elementos comunes, que han cobrado notoriedad bajo el mismo nombre: LEADER, acrónimo de Ligación Entre Acciones de Desarrollo de la Economía Rural. Portugal y España, con décadas de déficit democrático y recientemente (1986) miembros de la entonces Comunidad Europea, aprovecharon esta oportunidad con entusiasmo ya en 1991.

Hace unos meses, Robert Lukesh escribió el ensayo “LEADER: Where it came from and what’s still in it” (disponible en una traducción de REDR: “LEADER: Cómo surgió y qué hay todavía de él”), que explica en profundidad las razones de esta iniciativa que ha generado pasiones y cierto odio, más o menos oculto. Este texto es de lectura obligada, como afirma el propio Robert, para consultores, expertos, coordinadores de GAL, personal administrativo, agentes de desarrollo local o responsables políticos locales, a los que debemos añadir los responsables regionales y nacionales, ya que de ellos dependen en gran medida las condiciones para el éxito de LEADER.

En los últimos tiempos, por sexta vez desde 1991, se ha producido un proceso de concertación entre agentes públicos y privados, tanto con fines de lucro como sin ellos, en torno al desarrollo de diagnósticos y estrategias territoriales multisectoriales y participativos que guiarán las intervenciones de LEADER en el horizonte 2030. Nada nuevo, ya que se trata de la sexta vez. Pero todo sigue siendo muy novedoso o, al menos, inusual, en el marco del diseño e implementación de políticas públicas de desarrollo.

La experiencia de LEADER ha demostrado que no solo la administración pública posee las competencias y la independencia necesarias para buscar el bien común. Y hoy, después de más de 30 años, en muchos Estados miembros de la Unión, aceptar que comunidades y territorios más o menos periféricos, organizados en partenariados con una fuerte participación de la sociedad civil, tengan voz y un papel activo en la implementación de una política pública, todavía se percibe con gran recelo o incluso como una amenaza.

LEADER se ha degradado, acomodado, institucionalizado, “administrativizado”, burocratizado y ya no existe en su esencia, según algunos, críticos de lo diferente o lo que escapa a su control, y otros, nostálgicos de tiempos de experimentación irreverente... Pero lo cierto es que, aún más "domesticado", LEADER sigue sin tener parangón como política pública con una fuerte participación de los representantes de las comunidades y territorios a los que se dirige.

Con sus altibajos, el camino que, en realidad, comenzó mucho antes de 1991, como explicó Robert Lukesch, de abordar las necesidades y expectativas de las comunidades rurales, de dar voz y espacio a quienes no pueden ser olvidados, pero que casi siempre lo han sido, y de otorgarles responsabilidades, autonomía y recursos, es un camino sin retorno. Si bien es cierto que LEADER ha muerto para muchos, es aún más cierto que, bajo este nombre o cualquier otro, los valores y principios que lo sustentaban son ineludibles y tienen pocas alternativas, dados los desafíos sociales a los que nos enfrentamos.

Las zonas rurales en España, como en toda Europa, han cambiado mucho en los últimos 30 años. Y aunque las herramientas de evaluación no nos permiten conocer la responsabilidad de LEADER en este cambio, es indudable que fue responsable del lanzamiento y la consolidación del turismo rural, de la identificación, la salvaguardia y la valorización de numerosos productos locales, del reconocimiento y la promoción del patrimonio rural, construido, natural e inmaterial, del fortalecimiento de los servicios locales, del apoyo a miles de micro y pequeñas empresas que generaron empleo no deslocalizable, y de muchos otros resultados e impactos.

Sin embargo, aunque estos resultados se han logrado en gran medida, las zonas rurales afrontan desafíos, y lo que hace a LEADER verdaderamente indispensable para afrontar los retos de la sostenibilidad y la regeneración es su «caja de herramientas LEADER»: proximidad, confianza, empatía, partenariado, cooperación y colaboración, que se resumen en la «L» de ligación en el acrónimo LEADER y… finalmente, la perseverancia de las y de los agentes de desarrollo local que no se rinden y utilizan estas herramientas a diario.

Este artículo forma parte de una serie de publicaciones en las que responsables de diferentes instituciones, entidades, empresas privadas... elaboran un artículo de opinión en el que valoran estos últimos 30 años de la Red Española de Desarrollo Rural (REDR). Cada semana, publicaremos un nuevo artículo.


🖋️ Versão em português:

LEADER: a caixa de ferramentas dos territórios rurais

Luís Chaves, coordenador da Minha Terra – Federação Portuguesa de Associações de Desenvolvimento Local.

No decurso dos últimos mais de 30 anos, por toda a União Europeia (e já para além das suas fronteiras), “aconteceu” uma enorme diversidade de iniciativas de valorização e desenvolvimento sustentável nos territórios rurais com alguns elementos em comum, que ganhou notoriedade sob uma mesma designação: LEADER, acrónimo de Ligação Entre Acções de Desenvolvimento da Economia Rural. Portugal e Espanha, com um histórico de décadas de déficit democrático e recentemente (1986) membros da então Comunidade Europeia, abraçaram com entusiasmo esta oportunidade logo em1991.

Há alguns meses, Robert Lukesh, escreveu o ensaio “LEADER: Where it came from and what’s still in it”, disponível numa tradução da REDR: “LEADER: Cómo surgió y qué hay todavía de él”, que vai bastante fundo na explicação das razões de ser uma iniciativa que tem gerado paixões e alguns ódios, mais ou menos dissimulados. Trata-se de um texto de leitura obrigatória, como diz o próprio Robert para “consultores, peritos, coordenadores de GAL, funcionários administrativos, agentes de desenvolvimento local ou decisores políticos locais”, ao que se deve acrescentar os decisores regionais e nacionais, pois é destes que em larga medida dependem as condições para o “sucesso” do LEADER.

Nos últimos anos decorreu, pela sexta vez desde 1991, o processo de concertação de agentes públicos e privados, com e sem fins lucrativos em torno da elaboração de diagnósticos e estratégias territoriais multissectoriais e participadas que irão “guiar” as intervenções LEADER no horizonte de 2030. Nada de novo, pois acontece pela sexta vez. Mas tudo ainda muito novo ou pelo menos incomum, no quadro do desenho e da implementação de políticas públicas de desenvolvimento.

A experiência LEADER tem demonstrado que nem só a administração pública tem as competências e a independência necessárias para perseguir o bem-comum. E hoje, passados mais de 30 anos, em muitos Estados-Membros da União, aceitar que comunidades e territórios mais ou menos periféricos, organizados em parcerias com uma forte participação da sociedade civil, tenham uma voz e um papel activo na implementação de uma política pública, ainda é visto com muita desconfiança ou mesmo como uma ameaça.

O LEADER abastardou-se, acomodou-se, institucionalizou-se, admnistrativizou-se, burocratizou-se e já não existe na sua essência, segundo alguns, críticos do que é diferente e/ou lhes escapa ao controlo e outros, saudosistas de tempos de experimentalismo irreverente… Mas, a verdade é que, mesmo mais “domesticado”, o LEADER continua a não ter paralelo enquanto política pública fortemente participada pelos representantes das comunidades e territórios a que se destina.

Com altos e baixo, o caminho que na verdade se iniciou muito antes de 1991, como explicou Robert Lukesch, de aproximação às necessidade e expectativas das comunidades rurais, de dar voz e “palco” aos que não podem ficar para trás, mas têm ficado quase sempre, e de lhes atribuir responsabilidades e autonomia e recursos, é um caminho sem retorno. Se é verdade que o LEADER para muitos já morreu, ainda é mais verdade que, sob esse nome ou outro qualquer, os valores e os princípios que estiveram na base do LEADER são incontornáveis e tem poucas alternativas, face aos desafios societais que enfrentamos.

Os territórios rurais de Espanha, como de toda a Europa, mudaram muito no decurso dos últimos 30 ano. E mesmo se os instrumentos de avaliação não nos permitem saber qual a responsabilidade do LEADER nessa mudança, é inquestionável que foi responsável pelo lançamento e consolidação do turismo rural, pela identificação, salvaguarda e valorização de muitos produtos locais, pelo reconhecimento e promoção de património rural identitário edificado, natural ou imaterial, pelo reforço de serviços de proximidade, pelo apoio a milhares de micro e pequenas empresas que criaram emprego não deslocalizável e por muitos outros resultados e impactos.

Mas, se estes resultados estão em larga medida alcançados, há reptos que se colocam às zonas rurais e o que torna o LEADER verdadeiramente indispensável para enfrentar os desafios da sustentabilidade e da regeneração é a “caixa de ferramentas LEADER”: a proximidade, a confiança, a empatia, as parcerias, a cooperação e a colaboração, que se podem resumir no L de ligação do acrónimo LEADER e…por fim, a perseverança das e dos agentes de desenvolvimento local que não desistem e usam estas ferramentas todos os dias.

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